Manifesto acaba na detenção de cinco pessoas
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quarta-feira, 29 de agosto de 2001
De Foz do Iguaçu 
Enquanto o governador Lerner aguardava Clinton e Hopkins no aeroporto, um grupo de 12 pessoas começou a protestar. Policiais federais e do Grupo de Operações Especiais (GOE) prenderam três professores, um sindicalista e um dirigente de partido. O grupo foi levado à Central da Polícia Civil onde permaneceu detido por cinco horas e liberado às 19h30.
A direção estadual da APP-Sindicato condenou o episódio, afirmando, em nota oficial, que a ação utilizou ''métodos de ditadura militar''. A confusão começou por volta das 14h30, quando seguranças de Lerner retiraram faixas e cartazes usadas pelos manifestantes. Depois, policiais e professores começaram a se desentender. ''Sem explicar o que estava acontecendo, eles nos levaram à força. Tentei resistir, mas fui arrastada até o camburão'', disse a professora Ivanir Glória de Campos.
Além de Ivanir, foram detidos o presidente da APP-Sindicato em Foz, Luiz Carlos de Freitas, o professor Jaime Farherr, o representante do Sindicato dos Eletricitários, ex-vereador Assis Paulo Sepp, e o secretário do PC do B de Foz, Mário Ângelo Neves. Todos foram encaminhados à 6 Subdivisão Policial para prestar depoimento. Segundo o delegado-chefe, Luiz Gilmar da Silva, não houve registro de queixa. ''Eles foram acusados de três crimes, sendo dois de ação penal pública e um de ação penal privada'', disse Silva, referindo-se a desacato à autoridade, resistência à prisão e crime contra a honra.
A assessoria do governador, no começo da noite, disse que ''eram quatro pessoas'', que ''resolveram fazer cena'' e ''desacataram o governador e a polícia''. Segundo a assessoria, a PF vai abrir inquérito contra os manifestantes. (E.D., com Redação)


