Manifestantes querem investigação da PM
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sexta-feira, 24 de agosto de 2001
Luciana Pombo<BR>De Curitiba 
Estudantes, sindicalistas e representantes do Movimento Nacional dos Direitos Humanos estiveram ontem no Quartel Geral da Polícia Militar para protocolar um documento pedindo investigação e punição dos responsáveis pelos abusos e violência registrados durante manifestações no dia da votação do projeto de lei que revogaria a privatização da Copel. De acordo com o documento, foram registrados pelo menos 17 manifestantes feridos por PMs em virtude dos supostos abusos. ''Houve um excessivo uso da força policial. Isto nos trouxe indignação'', afirmou Narciso Pires, integrante da coordenação do Movimento Nacional dos Direitos Humanos.
Um dos feridos foi o estudante Victor Raoni, de 17 anos. Ele contou que estava na linha de frente junto com os demais manifestantes quando algumas pessoas começaram a jogar pedras nos policiais. No tumulto, um dos líderes do movimento estudantil teria caído e ele teria tentado ajudá-lo. ''Acabei caindo no meio fio e fui agredido por muitos policiais militares. Eu já estava no chão. Mesmo assim eles me agrediram muito com cacetetes e pontapés'', contou ele, com a cabeça ainda enfaixada. Victor levou 13 pontos na cabeça e oito na perna. Além de hematomas por todo o corpo.
A diretora administrativa da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), Chalene Pereira Jardim, afirmou que estava fazendo um cordão de isolamento para evitar invasões. Ela estava sentada quando teria levantado para organizar os estudantes. ''Quando levantei um policial militar começou a me empurrar. Caí no meio fio e fui pisada. Eles ainda me bateram com cacetetes'', salientou ela.
O coronel Gilberto Foltran, comandante da PM, questionou a violência policial e enfatizou que abusos ocorreram dos dois lados. No entanto, ele garantiu que todos os atos gravados em fitas de vídeo e fotografados serão verificados. Em casos de abusos, os policiais militares serão punidos.


