Manifestantes queimam bonecos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de agosto de 2001
Chiara Papali<BR>De Londrina 
Centenas de servidores públicos estaduais aderiram ao dia de paralisação, ontem, em Londrina. A concentração de servidores da saúde, professores de escolas estaduais e da Universidade Estadual de Londrina (UEL), agentes penitenciários e esposas de policiais militares, aconteceu no calçadão. Os manifestantes encerraram o ato na Concha Acústica, colocando fogo em dois bonecos que representavam o governador do Estado, Jaime Lerner (PFL) e a secretária estadual de Educação, Alcyone Saliba.
A adesão ao movimento foi de 100% no Hospital de Clínicas (HC), que faz atendimento ambulatorial. No Hospital Universitário (HU), os servidores também pararam, mas garantiram o atendimento de emergências, além do atendimento normal das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e dos pacientes internados.
De acordo com a APP-Sindicato, cerca de 85% das escolas estaduais aderiram à paralisação. Os funcionários estaduais tiveram apoio de estudantes e servidores federais.
As mulheres de policiais militares, além de participar do protesto, devem marcar reunião com o novo comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Rubens Guimarães de Souza. No dia 17, elas não descartam a possibilidade de fechar novamente os quartéis.
Em Maringá, o protesto contou com a adesão de cerca de 300 servidores estaduais e federais. Três bonecos representando o governador Jaime Lerner (PFL); o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig; e o deputado estadual Divanir Braz Palma (PST), foram confeccionados pelos grevistas e serviram para ilustrar a imagem daqueles que os servidores chamaram de ''traidores''.
Os manifestantes fizeram uma rápida passeata pelo centro da cidade, na área de maior concentração de bancos e lojas, e voltaram à praça. O Hospital Universitário da UEM prestou atendimento normal no setor ambulatorial ontem. Apenas os servidores da parte administrativa aderiram ao movimento.
Já em Ponta Grossa boa parte dos alunos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) ficou sem aula ontem, porque professores e funcionários aderiram à greve de advertência. Nas escolas estaduais da cidade, também houve paralisação. Em 20 instituições os alunos tiveram somente parte das aulas programadas para o dia. Os funcionários estaduais que trabalham no Hospital Municipal da Criança em Ponta Grossa também aderiram aos protestos entre às 11 horas e 14 horas, paralisando parcialmente o atendimento. (Colaboraram Lucinéia Parra, de Maringá, e Denise Angelo, de Ponta Grossa)


