Entidades públicas e da sociedade civil organizada promoveram ontem pela manhã no Calçadão de Londrina uma manifestação para alertar à população sobre a possibilidade de o Senado aprovar a chamada Lei da Mordaça. O movimento ''Diga Não à Lei da Mordaça'' também protestou contra a extinção da Lei da Improbidade, que criaria um foro especial para julgar agentes políticos que cometam irregularidades.
Vestidos com batas vermelhas como ''sinal de guerra'' à Lei da Mordaça, os manifestantes entregaram panfletos para a população e recolheram assinaturas para levar à Brasília. Segundo o promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Gallati, a aprovação da lei representa um retrocesso das conquistas democráticas dos brasileiros. ''É um retorno a época da Ditadura Militar. E a nossa preocupação não é com o trabalho do Ministério Público, mas com a sociedade. Como a sociedade vai se manifestar se não tem informações do que está acontecendo nas esferas do poder?'', observou.
O projeto de lei que tramita no Senado, caso aprovado, vai impedir que membros do Ministério Público, juízes e autoridades policiais e administrativas repassem informações sobre processos que estejam em investigação.
A vereadora Elza Correia observou que a lei é corporativista na medida em que vai privilegiar interesses de alguns setores e pessoas que estão sob suspeita. ''Este movimento é justamente contra a impunidade que beneficia os corruptos do País'', disse. Elza observou que o movimento nasceu em Londrina, mas a intenção é fazer uma mobilização nacional contra a aprovação da Lei da Mordaça.
Segundo a vereadora, na segunda-feira um grupo de 15 pessoas de Londrina vai a Brasília para audiência com senadores e com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). ''E na quarta-feira, vamos acompanhar a votação do projeto no Senado'', disse.

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