Simpatizantes do ex-presidente Lula e integrantes de movimentos sociais desmontaram na noite desta terça-feira (17) o acampamento em frente à sede da Polícia Federal de Curitiba, onde o petista está preso desdo o começo deste mês. Os manifestantes foram deslocados para dois terrenos distantes 800 metros da corporação policial. Segundo o presidente estadual do PT (Partido dos Trabalhadores), o deputado federal Dr. Rosinha, o contrato fechado com o proprietário vale por 30 dias. Questionado pela FOLHA, ele não quis revelar o valor do acordo. "É uma negociação privada, por isso não preciso quanto pagaremos pela área", disse.

O líder petista voltou a dizer que ainda não pensa em deixar Curitiba. "Depende do Sérgio Moro soltar ou não o Lula", opinou. A saída foi combinada entre o grupo e a Sesp (Secretaria Estadual de Segurança Pública). A decisão que determinou a retirada foi despachada na última sexta-feira. "Assim que soubemos da determinação do juiz, conversamos com os demais envolvidos para não haver discordâncias. Graças a Deus, tudo transcorreu da melhor forma possível", apontou Rosinha.

De acordo com o deputado, figuras públicas ligadas ao PT continuarão apoiando o movimento na capital paranaense. Nesta terça, 11 senadores verificaram as condições da Sala de Estado Maior, onde Lula está preso. Em entrevista coletiva, João Capiberibe (PSB) argumentou que o encontro também teve "um caráter político". O comparecimento foi autorizado pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. No relatório do encontro, os políticos adiantaram que vão pedir que o petista tenha mais oportunidades de receber visitas.

A presidente da comissão, senadora Regina Sousa, afirmou que Lula pediu para a militância e seus aliados não desistirem da luta. Os membros permaneceram na sede da PF por duas horas.

(com informações da Agência Estado)

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