Um protesto na manhã de ontem bloqueou a entrada de alunos e professores no principal campus da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Das 7 horas às 9 horas, servidores fizeram uma panfletagem no local, para reclamar de cortes na folha de pagamento, determinadas pelo Tribunal de Contas (TC).
Segundo o presidente do sindicato dos servidores da UEPG, Antônio Tomal, como o governo do Estado não regulamenta o plano de cargos e salários dos servidores, o TC considera algumas gratificações ilegais e por isso está determinando que as universidades cortem essas despesas para se adequarem à Lei de Responsabilidade Fiscal.
O órgão quer que sejam extintas as horas extras e cortada a gratificação de qualificação, que hoje é de 55% sobre o salário, daqueles servidores que fazem mestrado ou doutorado. E a partir de janeiro, o TC exigirá o corte também do pagamento de adicional por insalubridade e periculosidade, da gratificação dada a professores que trabalham em campi avançados e da gratificação por qualificação, para funcionários que concluem 1º , 2º e 3º graus.
No período da tarde, os servidores fizeram uma assembléia, na qual decidiram convocar o Conselho de Administração da universidade, para que os conselheiros se manifestem a respeito das exigências do TC.

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