Na manhã de domingo (26), manifestantes reunidos na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, incendiaram uma camiseta com a imagem do ex-ministro Sergio Moro.

O protesto começou por volta das 10h30 e trouxe palavras de ordem contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o STF (Supremo Tribunal Federal). Os participantes saíram em carreata pela capital federal.

Apoiadores de Bolsonaro fizeram carreata em Brasília contra o Rodrigo Maia e o isolamento social pela covid-19
Apoiadores de Bolsonaro fizeram carreata em Brasília contra o Rodrigo Maia e o isolamento social pela covid-19 | Foto: Sergio Lima/ AFP

Moro voltou a se manifestar em redes sociais após o pedido de demissão do governo. Neste domingo, o ex-ministro afirmou que há ações contra ele na internet. "Tenho visto uma campanha de fake news nas redes sociais e em grupos de WhatsApp para me desqualificar. Não me preocupo; já passei por isso durante e depois da Lava Jato", escreveu no Twitter.

Moro ainda fez uma releitura do slogan de campanha de Bolsonaro - "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos": "Verdade acima de tudo. Fazer a coisa certa acima de todos".

Imagem ilustrativa da imagem Manifestantes fazem carreata em apoio ao presidente
| Foto: Sergio Lima/ AFP

E DAÍ?

Neste domingo, presidente presidente Jair Bolsonaro defendeu a indicação Alexandre Ramagem, que é amigo de seu filho para o comando da Polícia Federal. “E daí?”, respondeu, após ser questionado em uma rede social sobre a proximidade familiar com o escolhido. O nome de Ramagem foi defendido pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). Em foto postada em redes sociais, Ramagem aparece em uma festa ao lado do filho do presidente, que é alvo de apuração da PF.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada neste sábado (25) que revelou que a Polícia Federal identificou Carlos como um dos articuladores de um esquema criminoso de fake news. Dentro da Polícia Federal, não há dúvidas de que Bolsonaro quis exonerar Valeixo, homem da confiança de Moro, porque tinha ciência de que a corporação havia chegado a seu filho.

O filho do presidente é investigado sob a suspeita de ser um dos líderes de grupo que monta notícias falsas e age para intimidar e ameaçar autoridades públicas na internet. A Polícia Federal também investiga a participação de seu irmão Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal.

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