Brasília - Manifestantes e deputados do PSOL entraram em confronto ontem com policiais militares e vigilantes do Senado ao tentar abrir uma faixa com os dizeres ''Fora Sarney'' ao lado das cúpulas do Congresso Nacional. O grupo, favorável ao afastamento do senador José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado, trocou agressões com os policiais que fazem a segurança do Legislativo.
Dois funcionários do PSOL acabaram detidos pela Polícia Legislativa do Senado, mas foram liberados depois da intervenção dos deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Ivan Valente (PSOL-SP). Alencar chegou a ser ''abraçado'' por um vigilante terceirizado do Senado durante a confusão, que não percebeu tratar-se de um parlamentar.
''Os vigilantes terceirizados do Senado quiseram impedir que eu exercesse a minha função de mediar conflitos. A Polícia do Senado deteve assessores da liderança do PSOL depois que a manifestação já havia sido encerrada'', disse o deputado.
Os parlamentares ficaram irritados porque os policias legislativos detiveram os servidores do PSOL quando já estavam nas dependências da Câmara. ''Consideramos essa atitude fora de qualquer prerrogativa e exigimos que eles fossem liberados. O deputado Chico Alencar chegou a ser agredido'', disse Valente.
A Polícia Legislativa do Senado nega que tenha havido truculência durante a manifestação do PSOL - que reuniu cerca de 20 pessoas, a maioria de servidores ligados ao partido. O diretor da polícia, Pedro Araújo, disse que manifestações ao lado das cúpulas da Câmara e do Senado são proibidas.
Sobre a prisão dos assessores, Araújo disse que Rodrigo Pereira e Isaac da Silva só foram detidos porque resistiram à ordem dos policiais para deixarem o local.
''Eles invadiram uma área pública. A Polícia do Senado é do Congresso'', argumentou o diretor.
Nos últimos dias, os policiais legislativos vêm enfrentando uma série de manifestações contrárias ao presidente do Senado. Araújo disse que os policiais estão mais ''atentos'' para evitar novos protestos.
A Polícia Militar também reforçou o contingente nos arredores do Congresso para evitar tumultos - especialmente depois que trabalhadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram o Ministério da Fazenda.

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