Mandaguari - Em Mandaguari, cerca de 150 trabalhadores sem-terra ocuparam a praça de pedágio, por volta das 12h30 e liberaram a passagem dos veículos sem a cobrança da tarifa. Homens, mulheres e crianças se espalharam entre as seis cabines da praça e distribuíram panfletos com textos contra a cobrança de pedágio nas rodovias do Paraná, e contra o plantio de transgênicos.
A maioria dos sem-terra que ocuparam a praça de Mandaguari são de Querência do Norte (113 quilômetros de Paranavaí). Eles chegaram no local em caminhões e prometem não deixar a praça de pedágio até que as três reivindicações sejam atendidas. Ao lado da praça, os sem-terra descarregaram comida e colchões. De acordo com o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) de Querência do Norte, Paulo de Marck, os trabalhadores deveriam providenciar até o início da noite de ontem, lonas para instalação de barracas nas margens da praça de pedágio. ''Não vamos sair daqui enquanto as nossas reivindicações não forem atendidas''. Segundo ele, a ocupação das praças de pedágio foi uma decisão do MST, dos caminhoneiros e de grupos de pequenos agricultores no sudoeste do Estado que sentem penalizados com a cobrança das tarifas.
Marck acredita que pelo menos duas reivindicações - a encampação do pedágio pelo governo do Estado e a proibição do plantio, cultivo e comercialização de produtos transgênicos - são de competência exclusiva da Assembléia Legislativa e podem ser atendidas imediatamente. De acordo com a assesoria da concessionária Viapar, que administra a praça de pedágio de Mandaguari, os sem-terra quebraram as caixas leitoras de cartões instaladas ao lado das cabines e cortaram a fibra óptica das imagens do sistema de TV interno. Ainda de acordo com a assessoria, a empresa vai entrar com pedido na Justiça de reintegração de posse.

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