Brasília - A manifestação contrária ao impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu ontem na Esplanada dos Ministérios cerca de 10 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, ficando abaixo da expectativa de movimentos sociais, sindicalistas e estudantes. O ato foi marcado por defesas veementes ao presidente Lula e ataques ferozes à ''direita'' e à ''imprensa burguesa''. Liderado por CUT (Central Única dos Trabalhadores), UNE (União Nacional dos Estudantes) e MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o ato de ontem atraiu uma meia dúzia de parlamentares de PT e PC do B, poupou o Palácio do Planalto de seu trajeto e nem sequer se aglomerou em frente ao Ministério da Fazenda, onde dezenas de policiais militares estavam perfilados e preparados para algo mais agressivo.
Ao longo do protesto, que foi se esvaziando até a chegada ao Congresso, viu-se camisetas de ''Lula-2006'', bandeiras petistas e dezenas de faixas de apoio explícito ao presidente, como duas da CUT: ''Companheiro presidente, conte com a gente'' e ''Lula do emprego, 3,1 milhões de empregos com carteira assinada''.
Em falas aos manifestantes, líderes do ato se colocaram como os ''únicos capazes de cobrar o combate à corrupção'' e desafiaram o Congresso a ''passar por cima dos movimentos'' caso tentem cassar o mandato de Lula. O MST ousou algo mais, prometendo uma onda de invasões caso suas reivindicações não sejam atendidas.

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