ParisOs protestos na França contra o líder da extrema direita e candidato presidencial Jean Marie Le Pen chegarão a um ponto culminante amanhã, enquanto que no resto da União Européia (UE) a atualidade política dominará igualmente a tradicional festa do Dia do Trabalho. Le Pen, de 73 anos, máximo dirigente da Frente Nacional (FN, ultradireita), causou um tremor político no dia 21 ao ser eleito para o segundo turno das eleições presidenciais contra o conservador Jacques Chirac, o que provocou a eliminação do primeiro-ministro Lionel Jospin, e sua demissão. A polícia francesa assegura que tem um plano de segurança exaustivo para tentar evitar os choques entre os extremistas de direita e de esquerda.
Igualmente, na Bélgica, Grã-Bretanha, Suécia, Áustria e Noruega, a luta contra a mundialização e os protestos contra a violência no Oriente Médio serão os protagonistas das marchas sindicais.
Le Pen convocou para sua tradicional marcha do 1º de Maio para amanhã de manhã entre o Chatelet e o palácio da Ópera Garnier, em pleno coração de Paris.
Na França, a convocatória à manifestação lançada pelo partidos políticos de esquerda e sindicatos, centrada este ano em denunciar os princípios políticos da FN, acontecerá à tarde na Praça da República, leste da cidade. As autoridades, que deslocaram em Paris cerca de 3.500 policiais e soldados, temem incidentes principalmente em uma ponte sobre o Rio Sena, onde está prevista uma cerimônia em homenagem a um marroquino que foi assassinado em 1995 por skinheads.
A polícia acredita que entre ambas as manifestações poderiam sair às ruas cerca de 250.000 pessoas, o maior número desde a celebração em 1994 de marchas em defesa da educação pública.
Em Londres, os temas básicos da manifestações serão o fortalecimento da extrema direita e a mundialização econômica, segundo Sue Jones, a porta-voz de diversos grupos antiglobalização. Entre 5.000 e 6.000 policiais vigiarão as manifestações, após os violentos incidentes do ano passado. Noventa e duas pessoas foram presas nas ruas da capital britância ano passado, e 50 foram feridas.
Na Bélgica, a vitória política de Le Pen e a crise no Oriente Médio dominarão as passeatas em várias cidades do país.
Em Berlim o tema do Oriente Médio dominará igualmente a principal manifestação, que geralmente acaba em enfrentamentos com a polícia.
EstudantesMilhares de manifestantes saíram outra vez às ruas, ontem, contra a extrema direita no segundo turno da eleição presidencial de domingo próximo. Milhares de estudantes do ensino secundário e universitários da região parisiense (40.000 segundo a polícia), de volta das férias manifestaram sua oposição a Jean Marie Le Pen que disputará a presidência domingo. Para se precaver contra atos violentos, cerca de 2.000 policiais e soldados foram mobilizados.
As manifestações de ontem constituiram a primeira jornada de mobilização organizada pelos sindicatos para cerca de 500.000 estudantes universitários e 400.000 secundários, em férias durante as duas últimas semanas.

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