O governo estadual jogou pesado ontem de manhã para evitar que os manifestantes ocupassem novamente a Assembléia Legislativa e impedissem a votação do projeto de leilão da Copel. Foram destacados policiais militares de todas as companhias e antes das 7 horas, cerca de 500 homens já estavam a postos, formando um imenso cordão em volta do prédio.
Às 11 horas, a PM estimava que havia cerca de três mil manifestantes no Centro Cívico. Os integrantes do Fórum Popular Contra a Venda da Copel não sabiam precisar o número de participantes. Calculava-se que cerca de 30 ônibus tinham vindo do interior. ''O movimento deve ter começado com 2 mil pessoas mas deve chegar a cinco mil no momento da sessão'', dizia Florisvaldo de Souza, coordenador do fórum e secretário geral da CUT-PR.
Apesar da situação tensa, o movimento ocorreu tranquilo até às 11h30, quando uma passeata de centenas de estudantes, funcionários de órgãos federais em greve, integrantes do Movimento Sem terra (MST) e sindicalistas, vinda do Centro da cidade, somou-se ao movimento. Na tentativa de impedir a aproximação dos carros de som que acompanhavam a passeata, a PM entrou em conflito com os manifestantes. Várias pessoas ficaram feridas com golpes de cassetetes.
O estudante Fábio Martins, de 23 anos, por exemplo, mostrava várias marcas pelo corpo e um corte na cabeça. ''Os policiais me reconheceram porque eu participei do movimento desde o começo, me levaram para um canto e uns cinco me bateram ao mesmo tempo'', disse.

mockup