Brasília - As manifestações ocorridas ontem, em Brasília, transcorreram sem as tensões esperadas tanto pela Polícia Militar, que não precisou intervir em nenhum momento, quanto pelos manifestantes acampados em frente ao Congresso Nacional, que não foram alvo dos movimentos sociais de esquerda que defendem a presidente Dilma Rousseff. Apenas um princípio de confronto foi registrado entre o Juventude Socialista Brasileira (JSB) e o movimento intervencionista, acampado no gramado central da Esplanada dos Ministérios, próximo ao Congresso Nacional.
Um homem fardado, contrário ao impeachment de Dilma, mas que defende a intervenção militar, bateu com uma barra de madeira em uma placa enquanto os jovens, que são favoráveis ao governo, passavam. Ninguém se feriu e a polícia não precisou interferir. O grupo, de cerca de 500 pessoas, foi o último a passar pela pista em frente ao Congresso. Antes, cerca de 4 mil protestaram pela saída do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e em defesa da Petrobras. Os manifestantes são da Frente Brasil Popular, que inclui grupos como Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), além de também contar com apoio de União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e seguiram para o Ministério da Educação.
Mesmo o encontro com os manifestantes dos movimentos pró-impeachment de Dilma, que estão acampados em frente ao Congresso há três semanas, foi tranquilo. A Polícia Militar e a Legislativa da Câmara fizeram um cordão de isolamento entre a pista em que passaram os manifestantes de esquerda e o grupo dos acampados.

SÃO PAULO


Mais de 400 manifestantes, a maioria na faixa dos 20 anos, se reuniram na Avenida Paulista para protestar contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Foi o segundo dia seguido de protesto contra o parlamentar. Enquanto o foco do ato de quinta era fazer oposição ao projeto de lei 5.069, que dificulta o aborto legal, a manifestação de ontem visa criticar todas as iniciativas da pauta conservadora de Cunha como a redução da maioridade penal, aprovada na Câmara em agosto, e o estatuto da família, que define a entidade familiar apenas como a união entre homem e mulher, excluindo qualquer caso de união homoafetiva.

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