Brasília - Para lembrar os 40 anos do golpe 1964, ex-militares e civis integrantes da organização não-governamental Terrorismo Nunca Mais (Ternuma) realizaram ato público ontem em frente ao Congresso Nacional. O objetivo era lembrar os mortos nas ações de luta armada, entre os anos de 1966 e 1975.
Os manifestantes fincaram no gramado 120 cruzes brancas com nome, profissão, data e local onde foram mortos. Durante o ato foi colocada uma coroa de flores sobre uma cruz que representava as cerca de 80 pessoas não identificadas que morreram na luta armada.
Segundo o porta-voz da organização do ato, professor Eduardo Bohrer, a homenagem lembrou vítimas que no Brasil ficaram esquecidas. ''Nós temos observado, na prática, que lamentavelmente a anistia está sendo dada para alguns, em detrimento de outros'', disse Bohrer. A manifestação, acrescentou, também foi para pedir amparo às famílias das vítimas. ''Esse movimento não é contra ninguém. Nós estamos chamando a atenção da nação brasileira para essa injustiça que está sendo cometida, tanto com pessoas cumpriam o seu dever quanto com os que morreram em consequência de ações terroristas'', explicou.
Os manifestantes tentaram convencer o governo federal a oferecer indenizações aos parentes de vítimas do terrorismo, da mesma forma como arca com pensões para os familiares dos mortos nas dependências militares.

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