Mandelli diz que temia licitações da Comurb
Mandelli diz que temia licitações da Comurb Lúcio Horta De Londrina O ex-secretário de Governo do município de Londrina, Wilson Mandelli, revelou ontem que um dos motivos que o fizeram deixar o cargo, em julho do ano passado, foi o número exagerado de licitações realizadas na Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). Eu achava que o volume era muito grande e que não teríamos recursos para pagar, afirmou. As declarações de Mandelli foram feitas ontem à tarde, na Câmara, pouco depois do depoimento prestado na CEI que investiga o caso AMA-Comurb. O ex-secretário disse que chegou a alertar publicamente que, se o volume de licitações continuasse grande, o dinheiro obtido pela venda das ações da Sercomtel para a Copel poderia esgotar antes de agosto. Acabei repreendido (pelas declarações), lembrou. Mandelli disse que parou de assinar novas autorizações já em março. Os contratos, no entanto, continuaram a ocorrer, mesmo sem sua assinatura. Outro fato que teria motivado a saída do ex-secretário foi a transferência de serviços da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) para a Comurb. Ele disse que chegou a sugerir a extinção da AMA, mas não foi atendido. O ex-secretário comentou ainda que era muito pressionado pelo ex-diretor-administrativo-financeiro da Comurb, Eduardo Alonso, para assinar autorizações para abertura de licitações. Segundo ele, Alonso chegou a gritar, chutar porta e desrespeitar funcionários (da secretaria). O ex-diretor da Comurb acusou Mandelli de envolvimento na corrupção. O presidente da CEI, Antenor Ribeiro (PPB), disse que os próximos depoimentos ocorrerão na sexta-feira.





