Na opinião do deputado federal Paulo Bernardo (PT-PR), um dos pontos importantes na discussão da reforma político-partidária é a questão da fidelidade. ‘‘Do jeito que está não pode continuar. A legislação é muito frouxa. Atualmente qualquer detentor de mandato pode mudar de partido quantas vezes quiser sem que nada aconteça com ele’’. O deputado (foto) acredita que o melhor caminho é colocar na lei que o mandato pertence ao partido. Desta forma, se o político não respeitar o estatuto ou as determinações do partido e for expulso, como o mandato pertenceria a agremiação, o suplente assumiria a vaga.
Bernardo cita como exemplo a vereadora de Londrina Elza Correia, eleita pelo PC do B e que, logo depois de ter assumido o mandato, deixou o partido. ‘‘Em Londrina, o PC do B foi usado para atravessar o rio e depois abandonado’’, afirma o deputado. Ele foi candidato a prefeito na última eleição e o PC do B fazia parte da coligação que o apoiou.
Paulo Bernardo também gostaria de ver mudada a representação dos estados na Câmara Federal. Atualmente a representação mínima é de 8 deputados e a máxima de 70. ‘‘A legislação atual é injusta com os estados mais populosos. O eleitor de Roraima, por exemplo, vale por 12 do Paraná. Eu acho que o Estado deveria ter no mínimo um e o restante de acordo com o número de eleitores de cada Estado’’. O deputado confessa, no entanto, que dificilmente a representação vai ser alterada e o motivo é simples: ‘‘Metade dos congressistas são do Norte e Nordeste e eles não têm qualquer interesse em mudar a regra pois perderiam vagas em suas bases’’. (C.O.)

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