O cumprimento de mandado de busca e apreensão num escritório de advocacia em Cambé (13 km a oeste de Londrina) provocou uma troca de acusações entre as duas coligações majoritárias da cidade.
O alvo da apreensão eram jornais da coligação ''Cambé da Gente'', encabeçada pelo candidato a prefeito Dr. Martins (PSC). O pedido partiu da concorrente ''Unidos por Cambé'', liderada pelo concorrente à reeleição Adelino Margonar (PMDB). A alegação é que a publicação conteria informações inverídicas sobre a administração municipal.
O advogado Paulo Sérgio Mecchi, da coligação do candidato da oposição, chamou a OAB ao perceber que a oficial de Justiça estava acompanhada por uma dupla de policiais militares. A oficial e os policiaisnão quiseram dar entrevista, alegando necessitar de autorização das chefias.
De acordo com o vice-presidente da OAB Elizandro Pellin, o cumprimento de mandado de busca em escritórios de advocacia precisa ter o acompanhamento de um representante da Ordem. ''Vamos promover um desagravo público aos profissionais que tiveram seus nomes envolvidos no episódio.''
Para o advogado João Eugênio Fernandes de Oliveira, representante da Coligação Unidos por Cambé, o escritório de Mecchi seria usado como comitê. ''O endereço do escritório constaria como comitê e em locais de uso comum não pode haver propaganda eleitoral'', argumentou.

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