Mandacaru faz primeiras prisões
Agência Estado
De Pernambuco
A Operação Mandacaru fez ontem as duas primeiras prisões durante o trabalho de erradicação de pés de maconha no sertão pernambucano. Nos dois primeiros dias, a Polícia Federal incinerou 166.500 pés da erva, destruiu 11 sementeiras e apreendeu 60 quilos da droga pronta para consumo nos municípios de Orocó e Belém do São Francisco, integrantes do chamado Polígono da Maconha. Também foram apreendidas quatro armas e munição de posse dos dois agricultores presos.
Antônio Viana de Brito, 55 anos, e seu filho João Viana de Brito, 29 anos, foram presos às 5 horas na Ilha Jiquí, no Rio São Francisco, em Orocó. João tinha um mandado de prisão expedido pela Justiça da Paraíba, há dois anos, por posse de 18 quilos de maconha. Ele estava foragido. Seu pai foi autuado em flagrante pelos policiais federais quando enterrava um fuzil calibre 44 e duas espingardas (calibres 12 e 32). João tinha uma pistola 765.
De acordo com o agente federal Manoel Lima Monte (PF-CE), que comandou a ação, eles encontraram na Ilha três hectares de plantio de maconha já colhida e muito adubo químico. Ele afirmou ter identificado a área como sendo de maconha pelas características das covas e forma de limpa.
Outros três agricultores que se encontravam no local foram algemados, detidos para averiguação e liberados depois de prestarem depoimento à Polícia Federal. Valdenício Pereira de Lima, 21 anos, Gildenor Rodrigues Sales, 24, e Romílson Alexandre Frazão, 20, disseram desconhecer plantio de maconha na área e afirmaram trabalhar em roçados de cebola, tomate e feijão. Eles nunca haviam sido presos e estavam dormindo quando a polícia chegou.
A operação envolve cerca de 1,5 mil homens do Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, além das polícias Militar e Civil, Receita, Funai, Ibama e Judiciário.





