Maluf volta hoje ao Brasil e se diz despreocupado com CPI
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sexta-feira, 11 de abril de 1997
Agência Estado 
PARIS,FRANÇA - Depois de quase 40 dias no exterior, o ex-prefeito Paulo Maluf volta ao Brasil demonstrando pouca preocupação com o andamento das investigações da CPI dos Títulos Públicos. Segundo ele, a CPI não atrapalhou em nada seu período de repouso.Fiz em Paris o que desejava, pois andei a pé pelas ruas, percorri as margens do Sena, aproveitando os dias excelentes deste começo da primavera européia, comentou antes de embarcar. O único problema foi que engordei quatro quilos em francos franceses, uma moeda fraca e em declínio, mas agora terei de emagrecer em real, uma moeda forte.
Maluf acredita que os trabalhos da CPI caminham para um clima de maior normalidade. Segundo ele, a investigação sobre as operações com títulos acabou sendo algo positivo, pois mostrou que a Prefeitura de São Paulo não cometeu nenhum deslize. Ele insistiu na tese de que as contas da administração tiveram aprovação do Tribunal de Contas e de que todas as operações foram de uma transparência cristalina. A seu ver, o noticiário da CPI foi alimentado por três políticos que ele derrotou nas urnas, a ex-prefeita Luíza Erundina (PT-SP) e os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e José Serra (PSDB-SP).
Maluf nega que a festa programada para a convenção estadual do PPB, amanhã, em São Paulo, seja um desagravo a ele e, principalmente, ao prefeito Celso Pitta, em virtude das denúncias de irregularidades em operações com títulos da Prefeitura. Para o ex-prefeito, seu sucessor não precisa de nenhuma mobilização de desagravo. É um homem honesto e honrado, insistiu.
Maluf afirmou que a proporção do evento se deve ao fato de o PPB ser hoje o maior partido municipalista do País. Ele lembrou que a convenção terá a presença dos principais líderes do partido, o senador Esperidião Amin (SC) e de Epitácio Cafeteira (MA). Lembrado do ministro Francisco Dornelles (RJ), o ex-prefeito não confirmou sua presença, mas não disse guardar ressentimento pelo fato de o companheiro de partido ter apoiado a emenda da reeleição. Esse é um problema do passado e está encerrado, comentou.


