Agência Estado
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Em casaO ex-prefeito Paulo Maluf em frente à sua casa: entrevista desorganizada para evitar perguntas incômodasSÃO PAULO - O ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PPB) retornou ontem a São Paulo e evitou entrar em detalhes sobre o escândalo dos precatórios. Em entrevista propositalmente desorganizada, preferiu acusar o governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB). Maluf chegou de Paris às 6h. Foi recebido pelo prefeito Celso Pitta (PPB) e seguiu para sua casa. Às 8h40, Pitta deixou a casa do seu padrinho político, sem falar com repórteres.
A assessoria de Maluf não quis organizar a entrevista, apesar do apelo dos jornalistas. Imprensado em frente ao portão da casa, Maluf escolheu perguntas para responder, simulou não ouvir indagações, disse que alguns repórteres faziam ‘‘provocações’’ e encerrou a entrevista de repente. Depois de apostar na honestidade de Pitta, Maluf apontou o dedo em direção ao governador Mário Covas. ‘‘O que deveria ser investigado também é a compra de equipamentos e a contratação de empreiteiras pelo governo do Estado, R$ 176 milhões sem concorrência pública, com os contribuintes da campanha eleitoral do atual governador’’, afirmou o ex-prefeito.
Maluf referia-se a contratos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos questionados no Tribunal de Contas do Estado. Em viagem pelo interior do Estado, Covas não foi localizado ontem.
O ex-prefeito afirmou que Pitta não sabia da atuação de funcionários da Secretaria municipal de Finanças no caso dos precatórios e que a Receita Federal deveria intimar o atual prefeito para prestar esclarecimentos antes de ‘‘vazar’’ a informação sobre possíveis irregularidades na declaração de renda de seu afilhado.

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