Maluf volta a depor na PF
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segunda-feira, 29 de outubro de 2001
Agência Folha<br> De São Paulo 
Um semana depois de ter sido levado à força à Casa de Custódia da Polícia Federal, em São Paulo, para prestar depoimento, o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) voltou ao prédio na manhã de ontem para ''limpar a pauta'' e evitar novos constrangimentos. Em pouco mais de uma hora, depôs em cinco inquéritos que apuram crimes eleitorais supostamente cometidos durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 2000.
No único caso em que é investigado, Maluf é acusado pelo então candidato tucano a prefeito de São Paulo, Geraldo Alckmin, de articular o apoio de quatro adversários nanicos em favor do pepebista, durante a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. O ex-prefeito negou seu envolvimento, dizendo conhecer somente José Maria Marin dos quatro nanicos citados na denúncia.
Marin foi vice-governador de São Paulo na gestão Maluf e assumiu o governo durante dez meses, quando Maluf renunciou ao cargo para disputar uma vaga de deputado federal.
Maluf é o denunciante em quatro inquéritos. Em um, acusa militantes do PT de danificar cartazes da campanha do PPB. Noutro, pede a investigação da identidade do homem que se passava por seu filho Flávio pedindo dinheiro para a campanha municipal. Em dois inquéritos as denúncias são de invasão do site www.maluf.com.br.
Maluf foi ouvido pelo delegado Almir Otero, o mesmo que determinou sua condução coercitiva à PF no último dia 22 e o indiciou sob a acusação de crime eleitoral e de desobediência, justamente por Maluf não ter atendido a intimações anteriores.


