O segundo turno da sucessão em São Paulo, no dia 29, reproduzirá a rixa que marca as eleições municipais desde 1988. Petistas e malufistas vão medir forças na capital pela quarta vez consecutiva. Quando faltava apurar apenas 1,3% das urnas, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) indicou que Marta Suplicy (PT) contava com 37,96%% dos votos válidos e Paulo Maluf (PPB) com 17,39%. O pepebista carimbou seu passaporte com uma vantagem de pouco mais de seis mil votos sobre o tucano Geraldo Alckmin, que tinha 17,27% do total.
O vice-governador e candidato do PSDB se manteve à frente de Maluf durante a maior parte da apuração. A virada do pepebista aconteceu pouco antes das 23 horas, com a totalização dos votos da Zona Leste, mas o suspense foi mantido até o último minuto. Às 23h50, a diferença entre ambos era de pouco mais de 5.500 votos.
‘‘Meus votos representam um não à corrupção e à política tradicional’’, disse Marta Suplicy, comemorando o resultado. Os candidatos do PFL, o senador Romeu Tuma, e do PSB, a ex-prefeita Luiza Erundina, admitiram a derrota logo no início da noite.
Apesar de manter seu índice em dois dígitos durante toda a corrida sucessória (o pico foi de 15%, segundo o Ibope), Maluf nunca teve um desempenho tão fraco na capital. Ontem as urnas mostraram que o pepebista perdeu praticamente a metade dos eleitores que deteve historicamente na cidade. ‘‘Esta foi a eleição mais difícil da minha vida’’, admitiu Maluf. Seus fiéis colaboradores duvidaram que ele pudesse brigar pelo segundo turno depois do escândalo da Máfia dos Fiscais e das acusações de Nicéa Pitta. E isso, sem contar a administração pífia de seu afilhado político, Celso Pitta (PTN).

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