Maluf suspende campanha e corre para Brasília
A disputa por mais uma vaga no ministério do presidente Fernando Henrique Cardoso fez o presidente nacional do PPB e ex-prefeito Paulo Maluf suspender a campanha para governador de São Paulo que faria ontem em sete cidades do interior, tomar um avião e rumar para Brasília. Nas terças, quartas, quintas, sextas e, às vezes, sábados, não aceito convite para almoço, nem para ser padrinho de casamento, porque me dedico à campanha, disse Maluf, poucos minutos depois de participar de um almoço com o ministro da Indústria e do Comércio, José Botafogo Gonçalves. Maluf disse que a clara exceção aberta por ele numa quinta-feira de campanha se deveu à necessidade de prestigiar Gonçalves, apontado pelo PPB para vaga aberta com a saída de Francisco Dornelles.
Afinal, a reforma ministerial, que parecia tranquila, transformou-se numa grande disputa entre os partidos da base do governo. Cada um tentou abocanhar o pedaço que antes pertencia ao outro. O PPB, por exemplo, depois de assegurar o Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, tratou de reivindicar para si o Ministério da Agricultura, o que provocou uma crise com o PTB.
Do almoço, participaram também os senadores Epitácio Cafeteira (PPB-MA) e Esperidião Amin (PPB-SC), o ex-senador e ex-ministro Jarbas Passarinho, o líder do PPB na Câmara, Odelmo Leão (MG), e Dornelles. Coloquei a bancada de mais de 80 parlamentares do PPB à disposição do ministro para as políticas que ele desejar para o seu ministério, comentou Maluf. Em seguida, filosofou: A vida é um problema.





