Maluf se reúne com FHC e desconsidera pesquisas
Maluf se reúne com FHC
e desconsidera pesquisas
Arquivo FolhaPaulo Maluf: Tenho certeza de que o presidente será reeleitoO candidato ao governo de São Paulo pelo PPB, Paulo Maluf, esteve ontem por uma hora e 40 minutos com o presidente Fernando Henrique Cardoso no Palácio da Alvorada. É evidente que conversamos sobre política e campanha, mas toda e qualquer conversa com o presidente pertence a ele, desconversou Maluf na saída. O ex-prefeito de São Paulo também não quis dizer se havia dado conselhos ao presidente no momento em que seu nome cai nas pesquisas de intenção de voto. Ele poderia assumir mais, quem sabe; alguns têm dado este tipo de conselho - mas é a primeira vez que vamos ter uma eleição com reeleição, onde a desincompatibilização não se tornou necessária.
Maluf disse que o presidente Fernando Henrique não está caindo nas pesquisas. Lembrou a eleição para a prefeitura da capital paulista em 1996: Nas pesquisas de junho de 1996 em São Paulo, Luiza Erundina, do PT, tinha 34%, Francisco Rossi (do PDT), 30%; José Serra (PSDB) tinha 20% e Celso Pitta (PPB) tinha 2%, citou Paulo Maluf, insistindo que a campanha não começou ainda. Quando começar, tenho certeza de que a coligação que apóia Fernando Henrique tem coisas para mostrar e que o presidente será reeleito. A data da convenção nacional do PPB para apoiar o candidato Fernando Henrique será negociada por Maluf com os outros partidos da coligação (PSDB, PFL, PTB e, talvez, o PMDB).
O ex-prefeito admitiu que, por estar disputando a 15ª eleição, tem muitas sugestões a dar ao candidato Fernando Henrique. Mas jamais daria uma sugestão pela imprensa, afirmou, preocupado em não desagradar ao aliado Fernando Henrique. Maluf, ao contrário, não poupou elogios ao presidente: É um homem culto, correto, rápido no seu pensamento, vai direito ao assunto.
Previdência Maluf disse ter comunicado ao presidente que o PPB manteria no segundo turno da reforma da Previdência os mesmos votos do primeiro, a favor do governo, mas não reconheceu que a derrota governista na questão da idade mínima, por um voto, foi ajudada pela altíssima dissidência do seu partido: 23 dos 79 deputados votaram contra o governo.
Faltou um voto; quando falta um voto todo mundo é culpado - Kandir (Antônio Kandir, ex-ministro do Planejamento, que errou o voto) é culpado; culpado é Michel Temer que ficou lá em cima na Mesa e não desceu para votar; culpado quem sabe são os líderes que não verificaram que deputados que votavam a favor estavam viajando (como Ricardo Izar (PPB-SP), e o deputado Jurandir Paixão (PPB-SP) que tinha o tímpano estourado, disse Maluf. Não foi o PPB que derrotou o governo, concluiu. (AE)





