O ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) não respondeu a nenhuma pergunta sobre seus supostos depósitos de US$ 200 milhões no paraíso fiscal da Ilha de Jersey e só depois de quase oito horas do início de seu depoimento, na CPI da Dívida Pública, na Câmara dos Vereadores da capital paulista, pouco antes da zero hora de ontem, o advogado Arnaldo Malheiros, que o acompanhava, explicou as razões. ''A decisão da quebra do sigilo telefônico está sendo questionada judicialmente'', disse ele. ''Por isso instruí meu cliente a não responder nenhuma pergunta que se baseie nesta prova (os extratos telefônicos de Maluf que revelariam ligações suas para o paraíso fiscal) até a decisão da Justiça.''

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