Brasília - O ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf foi poupado, mais uma vez, na CPI do Banestado. A sessão prevista para ontem, convocada para votar, entre outros, o requerimento convocando-o para depor foi suspensa, a pedido do relator, deputado José Mentor (PT-SP). Ele alegou que não havia quórum suficiente para deliberar. Segundo Mentor, a comissão não tinha à época - nem teria hoje - elementos que justificassem a convocação do agora candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PP. A convocação de Maluf foi proposta no ano passado.
Acusado pelo presidente da comissão, senador Anteror Paes de Barros (PSDB-MT), de tentar favorecer Maluf, Mentor disse que a suas ações são norteadas pelo regimento comum do Congresso. ''Eu desconheço qualquer documento que baseie a convocação do ex-prefeito e esse é o único critério que deve guiar as convocações da comissão'', alegou o deputado.
Antero prometeu enumerar, na próxima sessão da CPI, que só deve ocorrer em agosto, os dados que contrariam a posição do relator. O presidente da CPI do Banestado abriu a sessão atribuindo ao Ministério da Justiça a responsabilidade pelo fato de não terem chegado à comissão documentos relacionados a contas bancárias em paraísos fiscais cujos beneficiários seriam Maluf e seus familiares.

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