O ex-prefeito Paulo Maluf desembarcou ontem às 6h05m, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, depois de passar 15 dias em Paris e Mônaco. Maluf retornou disposto a falar e sinalizou para um futuro apoio à candidatura do presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), à presidência da República em 2002. Segundo Maluf, há muitos fatores que facilitam esse apoio.
‘‘2002 está longe, mas todo mundo sabe do meu bom relacionamento com o deputado de saudosa memória Luiz Eduardo Magalhães e também com Antonio Carlos Magalhães. Evidentemente, eu tenho muita facilidade para estar no mesmo palanque que ele’’, afirmou o presidente nacional do PPB, acrescentando, porém, que será necessário ouvir outras lideranças de seu partido sobre a questão.
Maluf negou qualquer envolvimento nas articulações para a aprovação, na Câmara de Vereadores de São Paulo, do processo de impeachment contra o prefeito Celso Pitta (sem partido). Maluf rompeu relações com Pitta oficialmente há cerca de 20 dias. O prefeito acusa Maluf de estar por trás de um complô para tirá-lo da Prefeitura. ‘‘Se o prefeito Celso Pitta recebeu essa informação, recebeu uma informação errada. Se a está repetindo, ele está mentindo nesse caso’’, afirmou. O ex-prefeito evitou dar opinião sobre o impeachment do Pitta. ‘‘Não sou a favor nem contra. O impeachment é um problema da Câmara de Vereadores’’.
O presidente nacional do PPB negou ontem qualquer envolvimento na divulgação do Dossiê Cayman, documento sobre uma suposta conta milionária de uma empresa da qual seriam sócios o presidente FHC, o governador Mário Covas, o ministro José Serra (Saúde) e Sérgio Motta, ex-ministro das Comunicações, que morreu no ano passado. Maluf disse que o seu indiciamento no processo que apura o caso do Dossiê Cayman é um absurdo. ‘‘É uma coisa absurda. Nunca vi esse documento’’, disse.Arquivo FolhaMaluf, sobre ACM: ‘‘Tenho facilidade de estar no mesmo palanque que ele’’Agência Globo

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