O presidente nacional do PPB, Paulo Maluf, candidato derrotado ao governo paulista, recuou das ameaças de fazer oposição ao presidente FHC (PSDB). ‘‘Temos que ajudar a governabilidade. Nós somos base de sustentação do Brasil’’, disse Maluf ontem, após reunião com 19 parlamentares e líderes políticos que apoiaram sua candidatura.
Na véspera e no dia da eleição, Maluf, descontente com a intervenção do presidente na disputa paulista em favor de Mário Covas (PSDB), ameaçou boicotar pontos polêmicos da reforma fiscal, como o aumento da alíquota da CPMF. Ontem, ele disse que sua posição ‘‘como candidato era contra o aumento de impostos, mas que, ‘‘como presidente do PPB’’, deve acatar a decisão da maioria.
Maluf admitiu, em hipótese, a possibilidade de uma fusão entre o PPB e o PFL, mas políticos presentes na reunião disseram que o tema não foi discutido ontem, pois é um projeto futuro, talvez para 99. O pepebista almoça hoje com o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), em Brasília. Eles vão tentar costurar a formação de um bloco parlamentar incluindo os dois partidos e o PL. A criação do bloco seria a primeira etapa para a fusão, como admitiu o ex-ministro da Coordenação de Assuntos Políticos Luiz Carlos Santos (PFL), candidato a vice de Maluf.
O presidente estadual do PL, Marcos Cintra, disse que o partido não foi consultado sobre sua participação na possível fusão. Na próxima semana, Maluf volta a Brasília para conversar com os governadores eleitos pelo PPB, Esperidião Amin (Santa Catarina) e Neudo Campos (Roraima), e parlamentares de outros Estados. ‘‘Em São Paulo, vamos poder unir vontades, princípios e decisões. Mas, para criar um bloco, temos que ouvir os 27 Estados’’, afirmou Maluf.Arquivo FolhaFuturoPaulo Maluf: ex-governador, derrotado, diz que hipótese de fusão PPB-PFL é aceitável, mas outros líderes do partido disseram que este assunto só será debatido amplamente no ano que vemAgência Folha

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