O ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) decidiu recorrer da decisão da Justiça que determinou, por meio de uma liminar, o sequestro de bens e dinheiro que estariam supostamente depositados em nome dele na Ilha de Jersey. O recurso foi protocolado ontem no Tribunal de Justiça de São Paulo. A decisão de recorrer foi tomada ontem junto com seus advogados, mesmo que Maluf e seus familiares continuem negando que sejam beneficiários de contas no exterior.

Na quinta-feira passada, a juíza da 4 Vara da Fazenda Pública de São Paulo, Sílvia Maria Meirelles Novaes de Andrade, determinou o bloqueio com base em uma ação cautelar apresentada pelo Ministério Público de São Paulo. Além do bloqueio, foi concedido também um exame das contas bancárias e aplicações financeiras da empresa Red Ruby Ltda, cujos beneficiários seriam da família Maluf.

Também ontem, o Departamento de Inquéritos Policiais da Justiça de São Paulo decretou a quebra do sigilo bancário da Lavicen Construções e Locação de Máquinas e Terraplanagem. A empresa é acusada de servir de fachada para o desvio de verbas durante a construção do túnel Ayrton Senna, em São Paulo, durante as gestões de Maluf e de Celso Pitta (PTN).

A quebra de sigilo atinge também a Companhia Brasileira de Projetos e Obras (CBPO) e a Constran, construtoras que recebiam da prefeitura e pagavam a Lavicen. O Ministério Público Estadual (MPE) suspeita que os serviços solicitados à CBPO a Constran nunca tenham sido realizados.

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