O ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PPB), atribuiu ontem, em Itu, ao ''estrelismo de alguns promotores'' as acusações sobre a possível movimentação de dinheiro em paraísos fiscais. ''Tenho respeito pelo Ministério Público, mas tem certos promotores que o transformaram em um partido político'', afirmou. Maluf não citou nomes. Ontem, o promotor de Justiça da Cidadania Sílvio Antonio Marques, que preside o inquérito sobre suposta conexão entre o desvio de recursos de obras públicas e enriquecimento ilícito de Maluf, revelara ter informações extra oficiais de que o ex-prefeito teria transferido dinheiro do Citibank para uma agência do Canal da Mancha. ''É mais uma mentira'', reagiu Maluf.
Ele disse entender e até admitir que o persigam, mas não aceita que sua família seja envolvida. ''Chamam minha, mulher, meus filhos, minha nora para depor sobre eventos que só dizem respeito a mim'', afirmou. ''É o estrelismo, porque sabem que quando estão ali parentes do Maluf, está também a Globo.''
Maluf alega que está sendo alvo de acusações porque lidera pesquisas de intenções de voto para as eleições ao governo do Estado em 2002. Ele levava um jornal de São Paulo que lhe atribuía 10 pontos percentuais na frente do segundo colocado. ''Ninguém chuta cachorro morto.''
Ele comparou as investigações do MP à acusação de uma suposta paternidade não reconhecida que sofreu há dois anos. ''Curiosamente também era véspera de eleição e fui acusado de ter uma filha fora do casamento'', lembrou. ''Fiz o exame de DNA e provei que era mentira.''

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