Advogados do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) entraram ontem com representação no Tribunal de Justiça de São Paulo, solicitando início de processo por crime de abuso de autoridade e de violação de sigilo bancário e telefônico contra os promotores Marcelo Mendroni e Sílvio Marques.

Mendroni participa da investigações sobre a existência de uma conta de propriedade do pepebista com cerca de US$ 200 milhões na Ilha de Jersey (Grã-Bretanha). Marques apura irregularidades cometidas durante o período em que Maluf foi prefeito de São Paulo.

O advogado José Roberto Leal, encarregado do caso pelo ex-prefeito, afirma que os promotores cometeram crime ao divulgar dados obtidos por meio da quebra de seus sigilos e ao apresentar publicamente papéis, segundo ele, ''sem valor probante''. ''Mostram cópias de mensagens com afirmações falsas e divulgam dados sobre a intimidade de meu cliente com a finalidade de denegrir a pessoa do Maluf e de expô-lo à execração pública'', declarou.

No ano passado, Maluf já havia entrado na Justiça contra o também promotor José Carlos Blat pela divulgação de uma fita de vídeo em que o ex-prefeito era acusado de ser o pai de uma menor. Exame de DNA indicou que ele não era o pai biológico da criança.

mockup