O ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) sofreu ontem novo revés no caso Jersey - investigação sobre existência de aplicações financeiras nas Ilhas de Jersey em nome dele e de seus familiares. O juiz Fernando Moreira Gonçalves não concedeu a Maluf o benefício da prescrição de crimes atribuídos a ele pela Procuradoria da República.
Para Gonçalves, ''a imediata decretação da extinção da punibilidade, como pretende a defesa, poderia coarctar a realização das diligências já determinadas e impedir a busca da verdade real''. O juiz considera que a análise da extinção ''deve aguardar a conclusão das diligências já determinadas para o esclarecimento dos fatos''.
O reconhecimento da prescrição levaria ao arquivamento automático do processo aberto pela 8ª Vara Criminal Federal para apurar suposto envolvimento do ex-prefeito no desvio de US$ 600 milhões destinados ao pagamento de precatórios. A procuradoria sustenta haver ligações entre essas operações com títulos públicos e a suposta remessa de valores para o exterior. Com a decisão do juiz, o interrogatório de Maluf, marcado para hoje, está mantido.

mockup