O ex-prefeito Paulo Maluf, presidente de honra do PPB, disse ontem em Curitiba que o presidente Fernando Henrique Cardoso deve fazer o mesmo esforço que fez na aprovação da emenda da reeleição para agilizar as reformas no Congresso Nacional. Maluf lembrou que até hoje o governo federal não respondeu às denúncias de que houve distribuição de emissoras de rádio e de cargos em comissão para garantir a reeleição e que na véspera da votação da emenda, 108 deputados federais mudaram repentinamente de opinião.
‘‘O deputado do PDT que não mudou de voto foi ameaçado de ser destruído por um trator’’, disse Maluf, fazendo referência ao deputado paranaense Fernando Carli (PDT). Carli votou contra a reeleição e foi pivô de uma crise entre o ministro das Comunicações, Sérgio Motta, e o governador Jaime Lerner.
‘‘Espero que haja o mesmo empenho do governo para a aprovação das cinco reformas importantes para o Brasil’’, afirmou. Ele disse que as reformas necessárias são as do petróleo, telecomunicações, administrativa, previdenciária e fiscal.
DiplomáticoApesar da provocação, Maluf disse que sempre manteve uma boa relação com o presidente Fernando Henrique. Ele não ratificou as declarações feitas por seu sucessor na Prefeitura de São Paulo, Celso Pitta (PPB), de que o governo federal está usando politicamente a CPI dos Títulos Públicos para afetá-lo.
Maluf disse que o pedido de emissão de títulos feito pela Prefeitura de São Paulo durante a sua gestão foi aprovado no Senado Federal com os votos dos então senadores Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas, hoje governador de São Paulo. Maluf disse não temer as consequências políticas da CPI dos Títulos Públicos para o PPB e para seus planos eleitorais.
O ex-prefeito de São Paulo afirmou que quer disputar a presidência da República, mas não descarta a possibilidade de concorrer ao governo paulista.

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