O PPB do Paraná analisa no dia 3 de março o relatório do senador Sérgio Machado (PSDB-CE) sobre o projeto de reforma político-partidária. O relatório prevê, entre outras inovações, a adoção do voto distrital misto e facultativo, fidelidade partidária e proibição de coligações nas eleições proporcionais.
O presidente regional do PPB paranaense, Luiz Carlos Borges da Silveira, quer aproveitar a realização do 1º Congresso Estadual de Prefeitos e Vereadores do partido para debater essas propostas. ‘‘As bases de todos os partidos devem se manifestar’’, diz.
Pessoalmente, Borges da Silveira é contra o voto facultativo, defendido até pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio de Mello. Segundo ele, o Brasil ainda não tem condições políticas para adotar essa regra. ‘‘Nos Estados Unidos, onde a formação política é maior, a abstenção na última eleição presidencial foi de 49%. No Brasil, esse índice chegará a 70%’’, argumenta.
Borges da Silveira defende o voto distrital, a proibição de coligações nas eleições proporcionais (para vereador, deputado estadual e federal) e a fidelidade partidária. Ele já esteve filiado a sete partidos: Arena, PDS, PP, PMDB, PDC, PPR e PPB.
A posição do PPB paranaense sobre a reforma político-partidária será colocada em documento e enviada à direção nacional do partido e aos parlamentares federais. O senador Esperidião Amin e o ex-prefeito Paulo Maluf participarão do encontro. (S.W.)

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