Maluf diz que apoio de Rossi tem coerência
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quinta-feira, 15 de outubro de 1998
Kelly Lima Agência Estado 
O candidato a governador de São Paulo Paulo Maluf (PPB), que está fazendo campanha em Ribeirão Preto, afirmou que não vê incoerência no apoio do candidato derrotado Francisco Rossi (PDT) à sua candidatura. Ele já foi um excelente secretário no meu governo e não conseguiu se submeter ao pedido do partido de se manter na neutralidade; entre os dois mesmos que o povo escolheu para chegar ao segundo turno, o Rossi ficou com o melhor deles, e só rompeu com o partido porque ele não é como um tucano, que vive em cima do muro; ele é o Rossi e pronto, disse.
Maluf ainda descartou a suposição de que ele teria convidado Rossi para participar do eventual governo em alguma secretaria. Seria diminuir a nobreza de um candidato que quase chegou a ser governador oferecer a ele apenas uma secretaria em troca de seu apoio; eu acho que ele não seria capaz de aceitar esse tipo de troca, afirmou Maluf. O que aconteceu nessa eleição foi o início de uma dobradinha que poderá se repetir em outros pleitos, disse.
Para Rossi, não houve incoerência política ou ideológica no apoio à candidatura de Maluf. Foi uma opinião pessoal, por motivos pessoais, insistiu. Rossi disse ainda que um outdoor com o slogan Chega de quem rouba mas faz não teria sido aprovado por ele durante a campanha. Maluf afirmou, durante a entrevista, que o out door deverá estar se referindo ao candidato Mário Covas (PSDB). Com a diferença de que ele não faz nada.
Maluf disse que, se dependesse de rejeição, o candidato Mário Covas estaria em pior situação que a dele. O Covas foi um dos governadores que tiveram menos votos entre todos aqueles que tentaram a reeleição; por isso, não temo a sua candidatura no segundo turno, disse.
O candidato reafirmou que não pretende baixar o nível. Segundo ele, a última semana da campanha eleitoral estará centralizada nos programas de governo. O próprio Covas já vai fazer com que seu índice de intenção de votos caia durante esta semana, com a falta de profundidade em suas propostas e com o ataque maciço que está fazendo contra a minha pessoa, disse.


