Maluf acredita que terá apoio de Rossi
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segunda-feira, 12 de outubro de 1998
Marli Olmos Agência Estado 
O candidato do PPB ao governo de São Paulo Paulo Maluf, que também esteve em Aparecida, está certo de que terá o apoio do pedetista Francisco Rossi, derrotado no primeiro turno, na sua campanha no segundo turno. Para um candidato que prega a ética, Covas (Mário Covas), faz uma campanha toda aética. As agressões que ele fez a Marta (Marta Suplicy), o voto útil que ele pediu, as agressões que fez a Rossi, não recomendam nem ao eleitor de Rossi nem ao de Marta, votar em Mário Covas. - disse Maluf ontem antes de embarcar em mais um vôo para gravação da propaganda eleitoral gratuita. Maluf contestou que haja empate técnico entre ele e Covas nas últimas pesquisas.
Segundo o Datafolha, Maluf tem 44% das intenções de voto, e Covas tem 40%. Considerando as margens de erro (para cima, no caso de Covas, e para baixo, no caso de Maluf), haveria empate técnico. Não há empate porque 40 a 44 são quatro pontos de diferença. Mesmo que se considere dois pontos de margem de erro, os dois podem ser para cima. Ou seja, 44 podem ser 46; e 40, podem ir para baixo, com 38. Portanto, o resultado também pode ser 46 a 38, ou seja, oito pontos de diferença. - raciocinou Maluf.
O candidato do PPB disse ter uma pesquisa do Instituto Vox Populi, que daria a ele uma vantagem de seis pontos, com 45% das intenções de votos, contra 39% para Mário Covas. Para ele, há poucas chances de votos brancos e nulos porque a maioria absoluta das pessoas já fez sua escolha. Para o candidato, a margem para novos votos, que ele chamou de margem de pescaria, no segundo turno, é muito estreita.
A propaganda eleitoral na televisão acaba de ganhar característica maior de ataque entre os dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição paulista. Sem os candidatos intermediários de menor expressão, há uma tendência de os ataques aumentarem.


