Malta teve ligação com suspeito Agência Estado De Campo Grande O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico da Camara dos Deputados, Magno Malta (PTB-ES), admitiu ontem, em Campo Grande, ter recebido mil bonés para a campanha que o elegeu deputado, do diretor da Assembléia Legislativa do Espírito Santo André Luís Nogueira, um dos suspeitos de envolvimento com o crime organizado naquele Estado. Para Malta, ‘‘as doações são estritamente legais’’. Ele ressaltou que não tinha conhecimento sobre as suspeitas em torno de Nogueira. ‘‘Ele é meu amigo; jogamos muitas peladas juntos no time da Assembléia do Espírito Santo; eu não sabia, na época, desse possível envolvimento; também não ia adivinhar que eu seria o presidente da CPI do narcotráfico’’, afirmou. Malta diz que não participou das investigações da CPI do Narcotráfico em Vitória. Ele explicou que o posicionamento está ligado ao fato de que a presença dele numa nova investida da CPI do Narcotráfico em Vitória deixará transparente ‘‘brechas’’ para suspeitas sobre perseguições políticas que partiriam da atuação dele nas investigações. ‘‘Eu não pretendo nenhum cargo nas próximas eleições e nem mesmo nas majoritárias; meu único objetivo é continuar presidindo a CPI’’, garantiu. Ontem, a comissão ouviu o secretário estadual de Segurança Pública, Franklin Mashura, os delegados da Superintendência Regional de Polícia Federal (PF) e alguns agentes sobre os esquemas do narcotráfico no Mato Grosso do Sul. Hoje vai ouvir cinco suspeitos apontados pela PF como participantes das maiores quadrilhas de narcotraficantes do Mato Grosso do Sul, entre eles Lucila Israel e Pedro Oscar. Além deles, serão ouvidos o ex-policial militar Aparecido José Vasconcelos. Ele foi preso em 1999 com 125 quilos de cocaína pura. Também será ouvido no mesmo dia Orlando Cardoso, membro da ala do narcotráfico que era comandada pelo ex-prefeito de Maracaju, Jair do Couto.

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