Malan e Franco serão mantidos, avisa Cardoso
FHC garantiu ontem que o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central, Gustavo Franco, serão mantidos na equipe num eventual segundo mandato. FHC lembrou que os dois estão discutindo os impactos da crise financeira sobre os países da América Latina, em reunião convocada pelo FMI. Eu não os mandaria aos EUA para discutir com o FMI e outros ministros da Fazenda se estivesse com a idéia de tirá-los, justificou.
O presidente classificou como fofocas da época eleitoral informações veiculadas na imprensa de que Malan e Franco deixariam o governo em dezembro. Eu tenho confiança neles, eles são competentes, estão levando adiante as transformações necessárias, eles têm credibilidade interna e externa, por que eu vou mexer no ministro Malan e no Gustavo Franco?, indagou. Agora nessa época, vocês sabem, começa a haver fofoca pra lá, fofoca pra cá, mas eu sou e fui sempre claro nesta matéria: eles são parte constitutiva da equipe econômica que está fazendo as modificações no Brasil.
Fernando Henrique salientou ainda que tanto Malan, quanto Franco integram equipe econômica desde o início do Plano Real, no governo Itamar Franco. Estou aqui reafirmando qual o caminho, acabei de dizer quais são os rumos e quaisquer idéias mágicas não vão ter acolhida comigo, ponderou. O caminho está traçado e a coisa é muito clara, muito direta.
Ao assegurar que não puxa tapete de ministro, FHC esqueceu do senador Arlindo Porto, então ministro da Agricultura. Ele estava indo para ao Japão negociar empréstimos, quando foi informado que seria substituído por Francisco Turra. (I.B. e T.M.)





