Malan diz que mágica não resolve pobreza
Das Agências
De Brasília
O ministro da Fazenda, Pedro Malan (foto), afirmou ontem, no Rio, que não será com má gica, pirueta, ca netada ou ato voluntarioso que se conseguirá reduzir a pobreza no Brasil, ao comentar as medidas defendidas pelo presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-RJ) para resolver a questão. É óbvio que ninguém é contra a redução da pobreza absoluta do Brasil, que nos envergonha, afirmou Malan, na Associação Comercial do Rio, onde participou de almoço no qual fez palestra sobre o futuro do Plano Real.
Malan afirmou que a redução da inflação foi uma contribuição importante para a redução da pobreza. Temos muito no País, a idéia de que, de Brasília, deve sair um plano salvador que signifique o fim da pobreza no Brasil, criticou. Se fosse assim, todos os problemas já deveriam ter sido resolvidos. Ele afirmou que indicadores como expectativa de vida, mostram que, aos poucos, a situação social brasileira não vêm piorando.
Ao comentar o pacote antipobreza lançado por ACM, o ministro lembrou que qualquer programa envolvendo gastos governamentais tem de estar comprometido com as metas estabelecidas pelo governo em outubro. Malan informou que, ainda neste semestre, o governo deve conseguir, no Congresso, a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal, um dos principais instrumentos para controle dos gastos públicos.





