São Paulo - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse ontem que seu envolvimento no debate político não é recente e reflete a preocupação com a realização de uma transição tranquila no governo federal. ‘‘Há anos comecei a expressar uma preocupação com a importância de assegurar uma transição tranquila e menos turbulenta’’, assegurou.
Malan disse que começou a se envolver com questões políticas quando tomou conhecimento, há dois anos, de que havia uma campanha que apoiava a suspensão do pagamento das dívidas externas e internas. Segundo ele, a campanha foi apresentada por um dos principais partidos de oposição. Malan não mencionou nomes, mas fez uma referência direta ao PT. ‘‘Se você se der ao trabalho de entrar no site do partido, poderá encontrar (a proposta) entre junho e setembro de 2000’’, lembrou.
Malan acrescentou que ‘‘a posição deste partido (PT) foi revista e a mudança deverá ser apresentada em um documento aguardado para as próximas semanas’’. ‘‘Seria um enorme serviço para o País se o partido mostrasse sua mudança de opinião. A beleza do debate democrático é permitir que as pessoas aprofundem suas reflexões e descubram o erro que incorreram.’’
O ministro não quis declarar em quem irá votar e disse que não se filiou a um partido político, mas que não deixará de participar do debate político e de ter seu direito de voto. ‘‘Importante é fazer com que as pessoas discutam mais idéias e menos nomes’’, ressaltou.

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