Major incrimina secretário James Alberti De Curitiba A situação do secretário de Estado da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, ficou mais complicada perante a CPI do Narcotráfico depois do depoimento do major Valdir Copeti Neves, chefe da P2 (Polícia Reservada) da Polícia Militar. Em sessão secreta, que durou pouco mais de 1h30, Neves afirmou que Cândido Martins sabia dos crimes cometidos pelos policiais civis citados pelas testemunhas nos três dias de depoimentos da Comissão Parlamentar em Curitiba. Segundo o deputado Padre Roque Zimmermann (PT-PR), o major confirmou com documentos todas as denúncias envolvendo os delegados e investigadores acusados pelas testemunhas. Tais documentos foram obtidos através de investigações da P2 – o que seria ilegal, pois o serviço reservado tem a incumbência de investigar apenas PMs. À CPI, Neves disse que o secretário sabia das investigações da P2, mas não teria punido os envolvidos. Logo após a sessão, Padre Roque disparou contra Cândido Martins. ‘‘Se eu fosse o Candinho, eu já teria pedido o boné e limpado a área’’, afirmou. O petista cobrou um posicionamento do governador Jaime Lerner e usou o verbo no passado para se referir ao cargo do secretário: ‘‘O governador terá que se posicionar perante a sociedade por ter mantido no cargo um secretário que foi, no mínimo, omisso.’ Outro depoimento que complicou a situação do secretário da Segurança foi o do advogado Hugo Ramos, que associou Cândido Martins ao advogado Antônio Pellizzetti, que tem sido denunciado por testemunhas como o responsável por recolher propina dos desmanches de carros roubados e distribuí-la para a polícia. Pellizzetti já defendeu Humberto Terêncio, Mauro Canuto e Edimir da Silveira, todos indiciados pela CPI. Segundo Ramos, além de serem ex-sócios, Cândido e Pellizzetti são amigos. ‘‘Absolutamente, eles eram amigos. Amizade de Pato Branco para patobranquense’’, disse. Hugo Ramos é amigo do advogado Luiz Renato Crovador, que estaria ligado ao crime organizado e foi assassinado. Ele acusou policiais, entre eles o ex-delegado geral Ricardo Noronha, de ser responsável pela morte do advogado. ‘‘Esse pessoal não manda matar nem mata. Eles criam mecanismos para a pessoa morrer’’, afirmou.

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