O grupo de oposição venceu a presidência da Câmara de Londrina, elegendo o vereador Major Adalberto Pereira (PFL). A sessão foi realizada anteontem à noite e durou mais de duas horas, sendo suspensa três vezes. Manobras do grupo ligado ao prefeito Antonio Belinati (PDT) até tentaram desmobilizar o outro bloco, mas não houve mudanças e o grupo da coligação de Luiz Carlos Hauly (PSDB) venceu por 11 votos a 10. ‘‘O Legislativo tem que ser desvinculado do Executivo’’, pregou Adalberto. Ele prefere não chamar o grupo de ‘‘opositor’’, alegando que havia um grupo (o dele) preocupado em manter o Legislativo independente do Executivo. ‘‘Isso nós conseguimos. Por isso, aqui termina o processo’’, argumenta. Segundo ele, o grupo irá manter a independência, mas promete trabalhar por Londrina. ‘‘Vamos aprovar os projetos de interesse da comunidade’’, garantiu.
O vereador Osvaldo Bergamin (PMDB) ficou com a vice-presidência, Roberto Kanashiro (PSDB) será o 1º secretário, Elza Correia (PC do B) a 2ª secretária e Alvair Avelino de Souza (PL) o 3º secretário. Jorge Scaff (PDT), candidato derrotado à presidência, acredita que Belinati terá ‘‘tranquilamente a maioria na Câmara’’.
Ontem, o prefeito garantiu não estar decepcionado com a derrota de seu candidato. ‘‘Faz parte do processo’’, declarou. Mas ele espera uma ‘‘parceria’’ entre Executivo e Legislativo para ‘‘trabalhar e servir melhor a Londrina’’. ‘‘Oposição vai ter e é importante que haja, mas espero que ela seja fundamentada, com críticas construtivas.’’
Os 11 votos da chapa de Adalberto foram dados pelo próprio candidato e pelos vereadores Célio Guergoletto (PMDB), Osvaldo Bergamin (PMDB), Salvador Francisco (PSDB), Roberto Ávila Scaff (PSDB), Tercílio Turini (PSDB), Roberto Kanashiro (PSDB), Alvair Avelino de Souza (PL), Carlos Santa Rosa (PFL), Elza Correia (PC do B) e Antônio Ursi (PT).
Na chapa de Scaff votaram, além dele,
Carlos Kita (PTB), Flávio Anselmo Vedoato (PTB), Orlando Soares Proença (PDT),
Antenor Ribeiro (PPB), Renato Araújo (PPB), Sidney Osmundo de Souza (PST), Valdemir de Araújo (PMN), Moysés Leônidas (PDT) e Luiz Carlos Tamarozzi (PL). O último pertencia ao outro grupo, mas semana passada aderiu ao bloco de Belinati, provocando fortes críticas dos colegas. Leônidas ameaçava não votar em Scaff, mas voltou atrás depois de ter sido convidado para ser secretário de Administração. (P.Z.)

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