Milton Dória, José de Carvalho e Arquivo Folha





DianteiraAntonio Ueno, Ricardo Gomyde, comitê de José Janene e ‘outdoor’ de Affonso Camargo: deputados já se preparam para o ano que vemO deputado federal mais jovem do Paraná, Ricardo Gomyde (PCdoB), 27 anos, de Curitiba, tem como ‘eleitor-alvo’ a juventude e o eleitorado mais ‘progressista’. Palavras do próprio deputado, que investe em projetos educacionais e culturais. ‘‘Na campanha, vou explorar minha própria atuação parlamentar, que foge do esquema formal da bancada paranaense’’. Para ele, a bancada tem ‘‘poucos deputados de opinião política’’.
Ele diz que seu trabalho de participação em seminários e palestras, direcionado principalmente aos estudantes, pode acabar sendo confundido com campanha. ‘‘Minha campanha é o trabalho cotidiano, quando aproveito os finais de semana para viajar pelo Paraná, detalhar projetos e ouvir reivindicações’’.
Como estudante, ele investiu na campanha em salas de aula para cativar alunos das escolas públicas, privadas e universidades. ‘‘Na campanha de 94, passei em todas as salas de aula possíveis em Curitiba, região metropolitana e Londrina’’, relembra, antecipando que pretende repetir a dose em 1998, apostando na segmentação do eleitorado. O movimento de invasão à PUC que ele liderou, em 1992, o credencia para ir à ‘caça’ do estudante jovem.
Ele não acredita em excesso de antecipação das campanhas eleitorais e acha que a campanha só vai ‘pegar fogo’ depois da Copa do Mundo. ‘‘Muita gente quer consolidar o nome bem antes, mas só depois da Copa é que as campanhas irão decolar’’. O deputado ainda não definiu o mote de sua campanha, que, em 1994 usou como lema ‘‘Pintou uma nova cara’’. ‘‘Vou falar dos meus projetos principalmente na área da educação’’.
O deputado federal mais velho do Paraná, Antônio Ueno (PFL), 74 anos, admite que está em ‘‘eterna campanha’’. ‘‘Eu recomeço assim que me elejo, quando passo pelos municípios agradecendo a votação. É o segredo da reeleição’’, acredita. Ele sempre usou como lema a ‘‘Andorinha, que sempre volta ao ninho’’. Ueno está em seu 8º mandato de deputado federal - o 11º de sua carreira política, de 30 anos. Como sempre, ele pretende investir no eleitorado nipo-brasileiro, mas não acredita que deverá levar a ‘fatia’ de votos antes destinadas ao deputado Homero Oguido (PMDB), falecido em fevereiro. ‘‘Acho que sairão vários candidatos nipo-brasileiros, e isso é bom. Sempre há espaço para novas lideranças’’, acredita.
Reconhecendo que não se recorda do último projeto que apresentou, Ueno aposta sua reeleição nos resultados de suas viagens ao Japão. Em novembro, ele coordena a 26ª missão consecutiva que levará um grupo de 30 empresários e políticos do Paraná ao Japão. ‘‘Essas missões sempre rendem frutos’’, garante. (P.Z.)

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