Mais três são presos pela operação Antissepsia
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Vinícius Zanin <br> Reportagem Local 
Mais três pessoas foram presas ontem na operação Antissepsia, comandada pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e que apura suposto pagamento de propina entre representantes dos institutos Gálatas e Atlântico e agentes públicos municipais. Até agora já foram presos 18 acusados e outros dois mandados de prisão já teriam sido expedidos pela Justiça.
O primeiro a ser detido foi o tão especulado 16º acusado, que acabou se apresentando na manhã de ontem. O nome em questão é de Juan Monastério Mattos Dias, apontado pelo seu advogado André Cunha, como ''consultor'' do Intituto Gálatas. Os outros dois presos não tiveram seus nomes oficialmente divulgados pelo Ministério Público (MP). Segundo a reportagem apurou, ambos seriam profissionais liberais que tinham ligação direta com as Organizações de Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) - Gálatas e Atlântico - investigadas. Ao todo, 12 acusados permanecem detidos. Seis foram liberados na semana passada porque estariam colaborando com as investigações.
''Essas pessoas tinham referência no curso da investigação, então não é novidade que elas tenham sido citadas (pelos demais presos). As pessoas presas hoje tem relação com os dois institutos, e não somente com um deles'', revelou o coordenador do Gaeco, promotor Cláudio Esteves, sobre os dois acusados que tiveram as identidades preservadas.
Segundo Esteves, os novos presos vão ser encaminhados ao Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), junto com os que já estão detidos. ''As investigações em curso relatam a necessidade de que haja custódia cautelar dessas pessoas, e estamos avaliando outras medidas, não só de prisão, para avaliar os fatos. A possibilidade de surgirem novos nomes é real, a partir que as investigações avançam'', afirmou.
Barbosa depõe
O prefeito Barbosa Neto (PDT) também foi ouvido ontem pelo Gaeco. A oitiva aconteceu no próprio gabinete do prefeito -que tem prerrogativa de escolher o local do interrogatório - e levou cerca de 1h30. O prefeito não falou com a imprensa sobre o seu depoimento, porém o delegado do Gaeco, Alan Flore, disse que as declarações de Barbosa contribuíram ''substancialmente'' com as investigações.
''Alguns dos investigados têm ligação com a administração principal, então alguns fatos precisavam ser esclarecidos, e eu vejo como sendo um depoimento bastante produtivo. Nós não podemos adentrar ao teor do depoimento, mas podemos adiantar que foi bastante esclarecedor, no sentido de comprovar aquilo que já havia sido provado, e também, no sentido de trazer um melhor detalhamento sobre outros fatos'', concluiu o delegado.
O prefeito não concedeu entrevista após a oitiva. Menos de uma hora antes de iniciar o depoimento ao Gaeco, Barbosa Neto afirmou durante uma entrevista coletiva, que solicitou a instauração de uma sindicância contra uma servidora que ocupava uma assessoria da Secretaria de Saúde.
''Determinamos que haja uma sindicância interna para uma pessoa que ocupa um cargo de assessoria da chefia de gabinete da Secretaria de Saúde embasado em uma denúncia que foi feita por servidor'', afirmou o prefeito, sem revelar o nome da pessoa alvo da sindicância. Ele ainda encaminhou a denúncia ao Ministério Público. A assessora ainda foi exonerada do cargo comissionado que ocupava.
A secretária Municipal de Saúde, Ana Olympia Dornellas, prestou ontem novo depoimento. De acordo com a secretária era necessário um novo comparecimento, para apresentar documentos que compravam as datas em que assumiu o cargo. (Colaborou Cristiane Oya)


