Mais seis corretoras são investigadas
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 1997
Agência Estado De Brasília 
Arquivo FolhaXerifeRomeu Tuma agora comanda delegados que investigam corretorasA CPI dos Títulos Públicos incumbiu o senador Romeu Tuma (PFL-SP) de montar uma equipe de delegados da Polícia Federal e fazer a apreensão de documentos na SMTJ Assessoria Empresarial Ltda., Seabra Factoring Fomento Comercial Ltda., Hannover CRM Ltda., Tradetronic Eletrônica, Ianes Representações S/C Ltda. e CQJR DTVM Ltda. Os integrantes da CPI desconfiam que estas empresas são fantasmas ou de fachada e recebiam dinheiro das vendas de títulos públicos, repassando os valores para Wagner Baptista Ramos, diretor afastado do Departamento da Dívida Pública do município de São Paulo.
A CPI suspeita de que Ramos é o mentor ou pelo menos peça importante no esquema de emissão e venda irregular de títulos públicos dos Estados de Alagoas, Pernambuco e Santa Catarina, além de várias prefeituras, entre elas a de São Paulo.
Na semana passada representantes da CPI, acompanhados da Polícia Federal, fizeram busca e apreensão em cinco corretoras e bancos do Rio de Janeiro e de São Paulo. As pistas levaram a outras 10. Verificadas as irregularidades, o Banco Central liquidou extrajudicialmente as 15 empresas e tornou indisponíveis todos os bens dos seus diretores.
Por requerimento do relator da CPI, Roberto Requião (PMDB-PR), foi quebrado ontem o sigilo bancário, fiscal e telefônico de Sérgio Mounib Derneka, da SMTJ Assessoria Empresarial. Derneka deverá também depor na CPI dos Títulos com Gerson Martins e Luiz Calabria, da Perfil/CCTVM, e Enrico Picciotto e Alberto Picciotto, da Split/DTVM. Todas estas empresas são acusadas de participar da máfia dos precatórios.
Por outro lado, a Procuradoria-Geral da República já escolheu três subprocuradores para acompanhar a CPI dos Títulos Públicos. Vão participar da investigação sobre a emissão e venda de papéis de Estados e municípios Wagner Natal Batista, Haroldo Ferraz da Nóbrega e Delza Curvelo e Rocha.
A participação da Procuradoria foi solicitada anteontem pelo relator da CPI. O Ministério Público vai atuar em conjunto com a Polícia Federal, examinando os depoimentos e documentos sigilosos para verificar o alcance das fraudes com papéis.
A CPI já recebeu do Banco Central a documentação recolhida na Áurea Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, na FN Negócios & Participações e na JHL, além de oito das 15 instituições liquidadas na sexta-feira.


