Mais pressão na Venezuela
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2002
France Presse 
CaracasO contra-almirante Carlos Molina Tamayo exigiu ontem, em entrevista coletiva à imprensa, a renúncia do presidente venezuelano Hugo Chávez e pediu ao Supremo Tribunal de Justiça que julgue o presidente caso queira permanecer no poder. Faço um chamado às forças armadas nacionais e ao povo para que manifestem publicamente sua rejeição à posição antipatriótica de Hugo Chávez e solicitem sua renúncia, disse o contra-almirante. Molina é o terceiro oficial ativo das fuerças armadas e o de mais alta graduação que se rebela contra Chávez. Ele insistiu em que é imprescindível pedir a todos os setores da sociedade que se unam na recuperação da liberdade e dignidade nacional que exige o estabelecimento de um verdadeiro sistema democrático.
Em 7 de feveiro passado, os pronunciamientos de militares contra Chávez foram iniciados com o pedido de renúncia do presidente lançado pelo coronel da força áerea Pedro Soto, ao qual se uniu o capitão da Guarda Nacional (GN), Pedro Flores.
TranquilidadeO ministro da defesa venezuelano, José Vicente Rangel, afirmou ontem que existe absoluta tranquilidade nas casernas e estimou que as declarações do contra-almirante Carlos Molina Tamayo, terceiro oficial que exige a renúncia do residente Hugo Chávez, não terão efeito nas forças armadas. A situação é de de absoluta tranquilidade e não se prevê que possa haver um clima diferente, disse Rangel à televisão oficial.


