Mais oito são convocados a depor
Curitiba - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) volta a Curitiba na próxima sexta-feira para coletar mais depoimentos. Até ontem, estava definida a reconvocação de oito das dez pessoas cujos depoimentos estavam previstos para a sessão dessa semana. Os parlamentares, no entanto, podem expedir novas convocações até sexta-feira, entre elas a do doleiro Alberto Youssef, que ainda não foi ouvido. A CPMI decidiu que iria, primeiro, ler os depoimentos prestados pelo doleiro às Polícias Federal (PF) do Paraná e São Paulo para depois decidir se irá chamá-lo.
A CPMI decidiu que duas pessoas serão levadas para depor sob condução coercitiva, ou seja, com a ajuda da polícia. O ex-funcionário do Banco Central (BC) George Panteliades, que chegou a marcar depoimento para o dia 29 mas não compareceu, e o ex-gerente da Casa de Câmbio Elcatur Valdir Werle (que teria enviado ao Exterior cerca de US$ 80 milhões entre 1996 e 1997). Os dois foram convocados duas vezes e não compareceram.
Também serão ouvidos o ex-presidente do Banco Integración Afonso Celso Braga, seu filho Afonso Celso Braga Filho, Marco Antonio Vendrametto (que seria procurador de uma offshore), e o atual presidente do Integración, Elias Lipatin Furman, também apontado como proprietário da offshore Fidélite. O ex-diretor Acir Eloir Pinto da Rocha e o ex-presidente do Banco Integración Luiz Carlos dos Santos Mello, que foram ouvidos nos dois últimos dias também foram chamados. Já Carlos Alberto Klein e Célio Tunholi, que também foram chamados para a sessão de ontem, não foram reconvocados.
Além de ouvir os depoimentos, nos dois dias em que esteve em Curitiba os parlamentares também colheram informações com o Ministério Público (MP) federal, PF e Justiça Federal. Eles também se reuniram com a força-tarefa que analisa todo o trâmite dos depósitos realizados nas contas CC-5. A força-tarefa é composta por integrantes do MP federal e pela PF. (M.G.)





