Mais entidades são contrárias ao aumento de vereadores
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
O Clube de Engenharia e Arquitetura (Ceal) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) encaminharam à Câmara Municipal de Londrina uma manifestação contrária ao possível aumento de 18 para 21 vereadores. A posição foi tomada em reunião nesta semana. O principal argumento das entidades é que desde 2005, quando a Câmara passou a ter 19 vereadores, por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aumentou o nível das discussões com os parlamentares. ''Um número menor de vereadores permite que conversemos com todos, que as discussões sejam mais aprofundadas'', explicou o persidente do Sinduscon, Gerson Guariente. ''A representatividade é muito boa atualmente.''
Guariente disse ainda que além das duas pesquisas divulgadas nos últimos dias - do Instituto Portinari e da Alvorada Pesquisas - que apontaram a rejeição da maioria dos eleitores ao aumento das cadeiras, as entidades já dispunham de levantamentos que apontavam essa tendência. ''Acredito que os vereadores devem respeitar a opianão dos eleitores.''
O presidente do Ceal, Nilton Capucho, disse acreditar que este não é o momento para se aumentar o número de vereadores. ''A população não quer o aumento e a cidade não comporta mais vereadores. Esse não é o momento para essa discussão, principalmente, com os últimos acontecimentos políticos.''
O presidente da Câmara, Gerson Araújo, afirmou que entende como legítimas as opiniões contidas nas pesquisas, no entanto, não sinalizou se elas devem surtir algum efeito concreto na Casa. ''Ninguém pode negar a opinião expressa por uma pesquisa, quem trabalha com política sabe disso. Agora precisamos acompanhar as discussões internas, inclusive dentro dos partidos.''.
Araújo declarou que provavelmente o problema esteja no fato de que os cidadãos, talvez, não conheçam o trabalho desenvolvido pelos parlamentares. ''Houve uma pergunta em uma pesquisa e cerca de 65% dos que responderam não se lembra em quem votou para vereador na última eleição. Eu parti do pressuposto de que se a pessoa não se lembra em que vereador votou, é bem capaz que ela não tenha conhecimento do que acontece. Nem todas as pessoas conhecem a Câmara mesmo. Mas reafirmo o meu respeito perante os resultados das pesquisas que são elaboradas de maneira séria'', concluiu. (Colaborou Vinícius Zanin)


