Mais dois réus vão para o CMP
Curitiba O executivo Dario de Queiroz Galvão Filho, presidente da Galvão Participações, controladora do Grupo Galvão, e Guilherme Esteves de Jesus, apontado pelos investigadores como um dos operadores do esquema de desvios de dinheiro de obras da Petrobras, foram transferidos na tarde de ontem para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Eles tiveram a transferência apreciada pela Justiça Federal do Paraná na última segunda-feira, atendendo um pedido feito pela Polícia Federal (PF) alegando superlotação da carceragem. A ala em que os réus da Lava Jato estão no CMP é destinada a receber policiais presos e detentos que possuem curso superior.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), ao entrar na cela, cada preso recebe um kit que tem, entre outras coisas, escova de dentes e papel higiênico. O publicitário Ricardo Hoffmann, detido na PF, também teve o pedido de transferência autorizado pelo juiz Sérgio Moro e deve ser removido para o CMP entre hoje e amanhã.
Outros réus da Lava Jato que já estão presos no CMP são Adir Assad (empresário apontado como um dos operadores do esquema); Agenor Franklin Magalhães Medeiros (diretor-presidente da Área Internacional da OAS); Erton Medeiros Fonseca (diretor de Negócios da Galvão Engenharia); Fernando Antonio Falcão Soares (lobista conhecido como "Baiano"); João Ricardo Auler (presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa); José Aldemário Pinheiro Filho (presidente da OAS); José Ricardo Nogueira Breghirolli (funcionário da OAS e contato do doleiro Youssef na empresa); Mário Frederico Mendonça Góes (operador do esquema); Mateus Coutinho de Sá Oliveira (funcionário da OAS); Renato de Souza Duque (ex-diretor de Serviços da Petrobras) e Sérgio Cunha Mendes (vice-presidente executivo da Mendes Jr.). (R.C.Jr.)





