Mais dois auditores réus da Publicano voltam à prisão
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sábado, 31 de outubro de 2015
Loriane Comeli<br> Reportagem Local 
Os auditores da Receita Estadual de Londrina Cláudio Tosatto e Iris Mendes da Silva se entregaram ontem à tarde e estão detidos na mesma "sala especial" da unidade um da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 1) onde estão os colegas Orlando Coelho Aranda e José Luiz Favoreto, também réus da Operação Publicano, que investiga a superorganização criminosa que agia na Receita de Londrina.
A reportagem da FOLHA não conseguiu manter contato com advogados que representam os dois Edgar Ehara e Arthur Travaglia. Porém, em petição protocolada ontem, Travaglia refuta as declarações "da autoridade policial" do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de que os dois auditores estavam foragidos. "Não assiste razão à douta autoridade policial que, em entrevistas à mídia local, os tratou como foragidos, sendo certo que mantêm a intenção, demonstrada desde o início, em não atrapalhar o andamento processual ou os trabalhos da justiça", considerou.
O defensor também destacou que a apresentação dos dois auditores diretamente na PEL 1 teve "o objetivo de evitar a exposição midiática, tão comum no presente caso, de forma a não causar, assim, constrangimento desnecessário".
O promotor Jorge Barreto da Costa, coordenador do Gaeco, explicou que os auditores usaram da mesma prerrogativa que teve Aranda e se entregaram diretamente à PEL 1. "Mas este procedimento não será mais adotado. Se for decretada a prisão de outros auditores, eles terão de se apresentar ao Gaeco", comentou.
Aranda, Tosatto e Silva, réus na primeira fase da Publicano, haviam obtido liminar em habeas corpus (HC) impetrado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foram libertados em 11 de maio. Porém, recentemente, em 15 de outubro, a 6ª Turma do STJ, ao analisar o mérito do HC, cassou a liminar. Aranda voltou à prisão no dia 20. Mas, como a decisão do STJ não era clara em relação a Tosatto e Silva, somente anteontem o juiz da 3ª Vara Criminal, Juliano Nanuncio, expediu os mandados de prisão contra os dois.
Até recentemente, o ministro Sebastião Reis Júnior sustentava a tese de que as prisões decretadas por Nanuncio eram ilegais e soltou todos os réus da Publicano. Porém, com a análise de mérito do HC, os ministros da 6ª Turma, reviram esse entendimento, adotando a tese do ministro Rogério Schietti Cruz, que passou a ser o novo relator dos processos relativos à organização criminosa que agia na Receita de Londrina.


